
Como são poéticas as ruas da cidade à noite.Brilham as luzes urbanas refletidas pela água da garoa.Dificil é contemplar,pois lá se escondem fragmentos da corrupção da alma dos homems,nos becos escuros.
Vivemos nos questionando sobre nossa existência,e sobre o fim dela.A extinção do Humano é uma pauta discutida por toda a parte do globo,cansamo-nos das repetitivas advertências quanto aos estigmas deixados por onde passamos.Apesar de tudo,a questão é simples: Qual a perspectiva de vida de uma raça onde semelhantes possam matar semelhantes a qualquer momento,mesmo em uma inocente noite de garoa?
Como o inferno de Jean-Paul Sartre,os outros sempre em nossos caminhos,impedindo o avanço.O prazer pela superioridade disfarça-se em "bem próprio" e toma prioridade,e o verdadeiro bem escapa debaixo de nossos narizes:a salvação,a união.
-E qual é a esperança para nós tolos condenados?
-Olhe para o espelho,meu caro.O que você vê?
